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FRASES ANTOLÓGICAS: "Nunca discuta com um idiota, ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência"; "Na dúvida,escolha o silêncio!Ele irrita,incomoda,chateia,não gasta sua energia e ainda por cima,preserva sua imagem";"O homen pode até perder dinheiro,só não pode é perder o carater"(Caby da Costa Lima); "A paz exige 4 condições essenciais: verdade, justiça, amor e
liberdade" (Papa João PauloII);"A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível";"Quem nao faz um pouco por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém"(Dix Huit Rosado);"O pessimista queixa-se do vento. O otimista espera que ele mude. O realista ajusta as velas"(autor desconhecido);"O futebol de Mossoró é como fogo no munturo quando você pensa que acabou ele ressurge";"A verdade prevalecerá"(Eurico Miranda)"Sempre parece impossível até que seja feito"
(Nelson Mandela)
POTIBA- o maior clássico do interior do RN
Essa torcida sim...Da nossa terra do nosso coração!!!!
terça-feira, 1 de maio de 2012
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Ao mestre Chico Anysio
Homenagem ao mestre Chico Anísio, com carinho!
Chico Anysio morreu. Gênio do humorismo brasileiro, artista raríssimo. Deu sorte, ou melhor, todos demos a sorte de ter grande parte da sua obra gravada em imagem e som e ao alcance do que chamamos de grande público. Talvez seja possível encontrar alguns de seus primeiros programas no acervo da Rádio Mayrink Veiga, em fase maravilhosa. Tomara. Não pode ser esquecido. Carreira que documentou o Brasil em muito da sua multiplicidade, a de Chico Anysio teve ainda a vantagem de fazer os brasileiros gostarem de ser e se aceitarem brasileiros.
Como todo gênio naquilo em que se destacou, não podia ser igual nas demais coisas que fez na vida. Ninguém pode. Pelé só foi Pelé jogando bola; como compositor e cantor foi lamentável. Einstein só foi Einstein na Física; tocando violino era uma desgraça. Charles Chaplin não conseguiu ser no cinema falado o gênio que foi no cinema mudo. Chico Anysio, para não fugir à regra, foi um péssimo comentarista esportivo. Vai por aí essa coisa de ser gênio.
Aliás, falando deles, teve o poeta português Fernando Pessoa, considerado um dos maiores, senão o maior do século XX. A obra de Fernando Pessoa é dele, Fernando Pessoa ele mesmo, e de seus heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Faz lembrar Chico Anysio e suas mais de duzentas personagens. Não é muito prudente dizer que foram heterônimos, mas vamos aceitar que fossem, portanto, personalidades representadas que acabavam por pensar e sentir por si mesmas. Talvez assim possamos entender algo de incomum nas suas preferências e decisões.
Chico Anysio contava que era vascaíno até o início de 1953, quando, assim que o Vasco conquistou o campeonato carioca de 1952, um dirigente demitiu Gentil Cardoso, que fora o técnico daquela conquista. Indignado, resolveu mudar de time e virou flamenguista até o dia em que, sem dar as razões, passou a torcer pelo América. Porém, com o declínio do clube, que caiu no conto do vigário da imprensa em 1987 e não disputou o módulo amarelo do campeonato brasileiro da primeiro divisão, procurou a imprensa para que publicasse a sua decisão de voltar a torcer pelo Vasco. E torceu pelo Vasco até morrer.
Por isso, é pena que a história do Chico Anysio torcedor não possa ser afastada da dúvida, não a respeito do clube pelo qual torcia, ou dos clubes dos quais se fez torcedor, mas da dúvida a respeito de qual personagem torcia pelo Vasco. Teria sido Chico Anysio ele mesmo? Ou algum dos seus heterônimos, isto é, personagens? Os outros dois clubes também têm direito a essa dúvida.
Mas seja lá quem dele, Chico Anysio, tenha sido o torcedor do Vasco, o que importa é agradecer-lhe a obra de humorista e de ator, grande ator em sentido amplo.
Postado por baraunasfutmesa às 19:49 Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut
segunda-feira, 30 de abril de 2012
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Ivan Ribeiro- Arte na confecção de botões
Todo botonista tem é claro o seu time do coração, na mesa e fora dela, prefere jogar de ficha ou régua, se adapta melhor finalizando de 11 ou de 13 graus, acredita que o melhor material para a sua equipe ser produzida é o paladom ou o acrílico, enfim.
As escolhas também passam pelo artesão que irá ter a responsabilidade de fabricar o seu time, e aí as preferências não são menos caprichosas e plenamente "justificadas". Manoel, Ivan, Piruka, Salatiel, Gerson e outros, hoje produzem botões de qualidade que jogam em inúmeras mesas do Rio Grande do Sul e demais lugares.
Admirado por muitos, endeusado por alguns, Ivan Ribeiro, hoje em Rio Grande, é sem dúvida um dos grandes nomes quando o assunto é fabricar botões. E para que os internautas pudessem conhecer um pouco de sua história e de seu trabalho, o seu companheiro de clube na Riograndina, enviou ao Gothe Gol dados e informações que publicamos aqui. O agradecimento do Editor a Silvio Silveira pela colaboração e pela imagem desta postagem que tem Ivan Ribeiro, Campeão por Equipes Gaúcho em 2006 pela Riograndina (é o segundo a partir da esquerda na foto).
Ivan Lopes Ribeiro nasceu em Rio Grande em 14/06/1955 (data de nascimento de Ernesto Che Guevara, para muitos um assassino, para outros um idealista) filho do mecânico Sr. Irineu de Oliveira Ribeiro e Sra. Idema Lopes Ribeiro.
Foi o primeiro artesão a confeccionar botões embutidos no RS na Regra Baiana, primeiro artesão a utilizar acrílico madrepérola no RS na Regra Baiana e primeiro artesão a confeccionar goleiros de madrepérola nesta regra. Confecciona botões para 6 regras em todo Brasil. São 2.500 TIMES vendidos na regra baiana em 20 anos de profissão.
Hoje possui em seu estúdio, vistoria técnica em todos os botões, sendo que aqueles com defeito são destruídos, são verificados graus, design, altura, etc...
Confecciona paladom a 18 anos. Primeiro artesão no Brasil a criar o paladom perolizado. Silvio lembra ainda, da polêmica causada quando Ivan retirou o furo dos botões do centro, buscando a perfeição dos escudos, e que hoje praticamente todos copiam e também aceitam.
Vendeu 2 times para os Estados Unidos e 4 para o Japão, tendo como prova a correspondência de retorno. Possue campeões Brasileiros em 4 das seis regras em que fabrica botões. (Baiana, Dadinho, 3 toques, 12 toques), sem falar em outras competições como Estaduais, Taça, veterano, etc...
" Por isso acredito sinceramente que onde tem Futmesa no Brasil, fala-se em Ivan Ribeiro ", encerra dizendo o entusiasmado companheiro de clube, Silvio Silveira.
domingo, 25 de março de 2012
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Homenagem ao mestre Chico Anísio, com carinho!
Chico Anysio morreu. Gênio do humorismo brasileiro, artista raríssimo. Deu sorte, ou melhor, todos demos a sorte de ter grande parte da sua obra gravada em imagem e som e ao alcance do que chamamos de grande público. Talvez seja possível encontrar alguns de seus primeiros programas no acervo da Rádio Mayrink Veiga, em fase maravilhosa. Tomara. Não pode ser esquecido. Carreira que documentou o Brasil em muito da sua multiplicidade, a de Chico Anysio teve ainda a vantagem de fazer os brasileiros gostarem de ser e se aceitarem brasileiros.
Como todo gênio naquilo em que se destacou, não podia ser igual nas demais coisas que fez na vida. Ninguém pode. Pelé só foi Pelé jogando bola; como compositor e cantor foi lamentável. Einstein só foi Einstein na Física; tocando violino era uma desgraça. Charles Chaplin não conseguiu ser no cinema falado o gênio que foi no cinema mudo. Chico Anysio, para não fugir à regra, foi um péssimo comentarista esportivo. Vai por aí essa coisa de ser gênio.
Aliás, falando deles, teve o poeta português Fernando Pessoa, considerado um dos maiores, senão o maior do século XX. A obra de Fernando Pessoa é dele, Fernando Pessoa ele mesmo, e de seus heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Faz lembrar Chico Anysio e suas mais de duzentas personagens. Não é muito prudente dizer que foram heterônimos, mas vamos aceitar que fossem, portanto, personalidades representadas que acabavam por pensar e sentir por si mesmas. Talvez assim possamos entender algo de incomum nas suas preferências e decisões.
Chico Anysio contava que era vascaíno até o início de 1953, quando, assim que o Vasco conquistou o campeonato carioca de 1952, um dirigente demitiu Gentil Cardoso, que fora o técnico daquela conquista. Indignado, resolveu mudar de time e virou flamenguista até o dia em que, sem dar as razões, passou a torcer pelo América. Porém, com o declínio do clube, que caiu no conto do vigário da imprensa em 1987 e não disputou o módulo amarelo do campeonato brasileiro da primeiro divisão, procurou a imprensa para que publicasse a sua decisão de voltar a torcer pelo Vasco. E torceu pelo Vasco até morrer.
Por isso, é pena que a história do Chico Anysio torcedor não possa ser afastada da dúvida, não a respeito do clube pelo qual torcia, ou dos clubes dos quais se fez torcedor, mas da dúvida a respeito de qual personagem torcia pelo Vasco. Teria sido Chico Anysio ele mesmo? Ou algum dos seus heterônimos, isto é, personagens? Os outros dois clubes também têm direito a essa dúvida.
Mas seja lá quem dele, Chico Anysio, tenha sido o torcedor do Vasco, o que importa é agradecer-lhe a obra de humorista e de ator, grande ator em sentido amplo.
Como todo gênio naquilo em que se destacou, não podia ser igual nas demais coisas que fez na vida. Ninguém pode. Pelé só foi Pelé jogando bola; como compositor e cantor foi lamentável. Einstein só foi Einstein na Física; tocando violino era uma desgraça. Charles Chaplin não conseguiu ser no cinema falado o gênio que foi no cinema mudo. Chico Anysio, para não fugir à regra, foi um péssimo comentarista esportivo. Vai por aí essa coisa de ser gênio.
Aliás, falando deles, teve o poeta português Fernando Pessoa, considerado um dos maiores, senão o maior do século XX. A obra de Fernando Pessoa é dele, Fernando Pessoa ele mesmo, e de seus heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Faz lembrar Chico Anysio e suas mais de duzentas personagens. Não é muito prudente dizer que foram heterônimos, mas vamos aceitar que fossem, portanto, personalidades representadas que acabavam por pensar e sentir por si mesmas. Talvez assim possamos entender algo de incomum nas suas preferências e decisões.
Chico Anysio contava que era vascaíno até o início de 1953, quando, assim que o Vasco conquistou o campeonato carioca de 1952, um dirigente demitiu Gentil Cardoso, que fora o técnico daquela conquista. Indignado, resolveu mudar de time e virou flamenguista até o dia em que, sem dar as razões, passou a torcer pelo América. Porém, com o declínio do clube, que caiu no conto do vigário da imprensa em 1987 e não disputou o módulo amarelo do campeonato brasileiro da primeiro divisão, procurou a imprensa para que publicasse a sua decisão de voltar a torcer pelo Vasco. E torceu pelo Vasco até morrer.
Por isso, é pena que a história do Chico Anysio torcedor não possa ser afastada da dúvida, não a respeito do clube pelo qual torcia, ou dos clubes dos quais se fez torcedor, mas da dúvida a respeito de qual personagem torcia pelo Vasco. Teria sido Chico Anysio ele mesmo? Ou algum dos seus heterônimos, isto é, personagens? Os outros dois clubes também têm direito a essa dúvida.
Mas seja lá quem dele, Chico Anysio, tenha sido o torcedor do Vasco, o que importa é agradecer-lhe a obra de humorista e de ator, grande ator em sentido amplo.
segunda-feira, 12 de março de 2012
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Eles Querem Vender o Vasco!
Eles Querem Vender o Vasco!
Não desistem.
Querem vender o Vasco!
A minha maior preocupação sempre foi evitar que o Vasco seja vendido.
Tenho feito várias denúncias e impedido que alterem o estatuto do Vasco neste sentido de possibilitar a venda do clube ou de parte dele.
Várias já foram as tentativas de golpe contra o Estatuto Social. A própria desfiguração com camisas das mais diversas cores, roubando a nossa identidade mundo afora, já mostra o que querem, de fato.
Apresentar esse senhor aos jogadores de futebol não pode ter outro significado se não o de dizer que ele tem a condição de negociá-los.
A contratação deste senhor pelo Vasco nada mais é do que a efetivação em cargo remunerado de um testa de ferro a serviço de um grupo ainda não conhecido para iniciar o processo de venda de parte do Vasco.
Que, agora, já está iniciado.
Eurico Miranda
fonte: site casaca
Não desistem.
Querem vender o Vasco!
A minha maior preocupação sempre foi evitar que o Vasco seja vendido.
Tenho feito várias denúncias e impedido que alterem o estatuto do Vasco neste sentido de possibilitar a venda do clube ou de parte dele.
Várias já foram as tentativas de golpe contra o Estatuto Social. A própria desfiguração com camisas das mais diversas cores, roubando a nossa identidade mundo afora, já mostra o que querem, de fato.
Apresentar esse senhor aos jogadores de futebol não pode ter outro significado se não o de dizer que ele tem a condição de negociá-los.
A contratação deste senhor pelo Vasco nada mais é do que a efetivação em cargo remunerado de um testa de ferro a serviço de um grupo ainda não conhecido para iniciar o processo de venda de parte do Vasco.
Que, agora, já está iniciado.
Eurico Miranda
fonte: site casaca
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
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MORRE O RADIALISTA LUIZ MENDES, DA RÁDIO GLOBO, O COMENTARISTA DA PALAVRA FÁCIL.
Por mais de 60 anos, Luiz Mendes iniciava suas transmissões, seja como locutor ou comentarista esportivo, com o conhecido bordão "Minha gente..." Era a forma que encontrava para invadir com simplicidade e gentileza a intimidade dos ouvintes e também telespectadores. Não à toa, ganhou logo o título de "comentarista da palavra fácil". A fala mansa, direta, simples e segura caiu no gosto popular. E nesta quinta-feira, esse público que tanto aguardava suas opiniões perdeu uma das mais admiradas e poderosas vozes do rádio brasileiro. O gaúcho de Palmeira das Missões morreu no Rio de Janeiro aos 87 anos, deixando viúva a atriz e radialista Daisy Lúcidi, com quem viveu por 64 anos e teve um filho, que lhe deu netos e uma bisneta.
Luiz Mendes morreu após complicações decorrentes de uma leucemia linfocítica crônica, segundo informou a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o dia 18 de outubro, no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). O comentarista já sofria há muitos anos com o diabetes. Antes de o estado se agravar, Mendes já não saía mais de casa. Mas participava do "Enquanto a bola não rola", mesa-redonda da Rádio Globo aos domingos, e tinha um quadro chamado "Da pelada ao Pelé" no "Globo Esportivo", programa apresentado por José Carlos Araújo nos fins de tarde, de segunda a sexta. Em "Da pelada ao Pelé", Mendes contava suas principais lembranças do mundo do futebol.
Torcedor do Grêmio e do Botafogo - o clube alvinegro já decretou luto oficial de três dias e cedeu a sede de General Severiano para o velório -, Luiz Mendes teve uma trajetória intimamente ligada à história do rádio e da TV. Afinal, das 19 Copas do Mundo, participou simplesmente de 16. Ficou fora apenas das de 1930, 1934 e 1938 por ainda ser garoto. Mas em 1950 já era o locutor que narrou com a voz embargada o gol de Gigghia no Maracanazo da Copa de 1950, quando o Uruguai bateu o Brasil por 2 a 1 na final e deixou o país em profunda tristeza. Depois, vibrou com a conquista da Copa de 1958, na Suécia. Aquela decisão, para ele, foi o jogo mais marcante.
Se no rádio Luiz Mendes teve sua marca registrada, na TV sua passagem também foi marcante. Ele participou da primeira transmissão de TV colorida no Brasil, em 1972. Ainda na telinha, pela TV Rio, apresentou programas como TV Ringue. Depois, participou por muito tempo da mesa-redonda da TV Educativa, no Rio.
Mas a participação na TV mais emblemática foi como âncora da Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda da TV, apresentada nas TVs Rio e Globo nos anos 60. A mesa era uma reunião de comentaristas de renome. Craques como João Saldanha, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira e o ex-artilheiro Ademir de Menezes discutiam, com paixão de torcedor, de forma acalorada, o desempenho dos clubes cariocas, principalmente nos jogos disputados no Maracanã.
A ideia da mesa-redonda foi do então diretor da TV Rio, Walter Clark, depois de assistir a um debate político entre os comentaristas Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa.
A primeira versão do programa foi em 1963, na TV Rio, com o nome de Grande Revista Esportiva. Passou a se chamar Grande Resenha Facit após receber patrocínio da empresa Facit, fabricadora de máquinas de escrever. A mesa-redonda foi levada para a TV Globo em setembro de 1966.
Grandes paixões
Mas a maior das paixões de Luiz Mendes foi o rádio. Em 1944, Luiz, aos 19, chegava à Rádio Globo vindo da Rádio Farroupilha cheio de sonhos. Um deles era conhecer o que mais tarde se tornou outra paixão: a menina atriz Daysi Lúcidi, que ouvia numa peça de rádio-teatro. Luiz, que havia se encantado com aquele trabalho, nunca poderia imaginar que mais tarde viveria com ela um conto de fadas.
Apoiado pelo brilhante Heron Domingues, um dos bambas do rádio brasileiro e depois da TV, com quem dividiu quarto numa pensão, Luiz Mendes teve logo a bênção de ninguém mais ninguém menos do que Roberto Marinho. Em 1946, já ganhava concurso popular de melhor locutor esportivo. Anos depois, como comentarista, seja pela Rádio Globo, onde trabalhou por grande período de sua carreira, seja pela Rádio Nacional ou Rádio Tupi, onde teve boa passagem, conquistou milhões com seu jeito simples e o profundo conhecimento sobre futebol. Considerado uma enciclopédia ambulante, era carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho de "Mestre". Em 2010, ganhou homenagem com o lançamento de um livro biográfico intitulado "Minha gente", da jornalista Ana Maria Pires.
O locutor José Carlos Araújo, o Garotinho, da Rádio Globo, deu seu depoimento emocionado ao site da Rádio Globo após o anúncio da morte de Luiz Mendes.
- Eu, garoto, tinha o Luiz Mendes como meu ídolo como narrador. Além da memória privilegiada, ele foi um companheiro inesquecível.
Luiz Mendes morreu após complicações decorrentes de uma leucemia linfocítica crônica, segundo informou a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o dia 18 de outubro, no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). O comentarista já sofria há muitos anos com o diabetes. Antes de o estado se agravar, Mendes já não saía mais de casa. Mas participava do "Enquanto a bola não rola", mesa-redonda da Rádio Globo aos domingos, e tinha um quadro chamado "Da pelada ao Pelé" no "Globo Esportivo", programa apresentado por José Carlos Araújo nos fins de tarde, de segunda a sexta. Em "Da pelada ao Pelé", Mendes contava suas principais lembranças do mundo do futebol.
Torcedor do Grêmio e do Botafogo - o clube alvinegro já decretou luto oficial de três dias e cedeu a sede de General Severiano para o velório -, Luiz Mendes teve uma trajetória intimamente ligada à história do rádio e da TV. Afinal, das 19 Copas do Mundo, participou simplesmente de 16. Ficou fora apenas das de 1930, 1934 e 1938 por ainda ser garoto. Mas em 1950 já era o locutor que narrou com a voz embargada o gol de Gigghia no Maracanazo da Copa de 1950, quando o Uruguai bateu o Brasil por 2 a 1 na final e deixou o país em profunda tristeza. Depois, vibrou com a conquista da Copa de 1958, na Suécia. Aquela decisão, para ele, foi o jogo mais marcante.
Se no rádio Luiz Mendes teve sua marca registrada, na TV sua passagem também foi marcante. Ele participou da primeira transmissão de TV colorida no Brasil, em 1972. Ainda na telinha, pela TV Rio, apresentou programas como TV Ringue. Depois, participou por muito tempo da mesa-redonda da TV Educativa, no Rio.
Mas a participação na TV mais emblemática foi como âncora da Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda da TV, apresentada nas TVs Rio e Globo nos anos 60. A mesa era uma reunião de comentaristas de renome. Craques como João Saldanha, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira e o ex-artilheiro Ademir de Menezes discutiam, com paixão de torcedor, de forma acalorada, o desempenho dos clubes cariocas, principalmente nos jogos disputados no Maracanã.
A ideia da mesa-redonda foi do então diretor da TV Rio, Walter Clark, depois de assistir a um debate político entre os comentaristas Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa.
A primeira versão do programa foi em 1963, na TV Rio, com o nome de Grande Revista Esportiva. Passou a se chamar Grande Resenha Facit após receber patrocínio da empresa Facit, fabricadora de máquinas de escrever. A mesa-redonda foi levada para a TV Globo em setembro de 1966.
Grandes paixões
Mas a maior das paixões de Luiz Mendes foi o rádio. Em 1944, Luiz, aos 19, chegava à Rádio Globo vindo da Rádio Farroupilha cheio de sonhos. Um deles era conhecer o que mais tarde se tornou outra paixão: a menina atriz Daysi Lúcidi, que ouvia numa peça de rádio-teatro. Luiz, que havia se encantado com aquele trabalho, nunca poderia imaginar que mais tarde viveria com ela um conto de fadas.
Apoiado pelo brilhante Heron Domingues, um dos bambas do rádio brasileiro e depois da TV, com quem dividiu quarto numa pensão, Luiz Mendes teve logo a bênção de ninguém mais ninguém menos do que Roberto Marinho. Em 1946, já ganhava concurso popular de melhor locutor esportivo. Anos depois, como comentarista, seja pela Rádio Globo, onde trabalhou por grande período de sua carreira, seja pela Rádio Nacional ou Rádio Tupi, onde teve boa passagem, conquistou milhões com seu jeito simples e o profundo conhecimento sobre futebol. Considerado uma enciclopédia ambulante, era carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho de "Mestre". Em 2010, ganhou homenagem com o lançamento de um livro biográfico intitulado "Minha gente", da jornalista Ana Maria Pires.
O locutor José Carlos Araújo, o Garotinho, da Rádio Globo, deu seu depoimento emocionado ao site da Rádio Globo após o anúncio da morte de Luiz Mendes.
- Eu, garoto, tinha o Luiz Mendes como meu ídolo como narrador. Além da memória privilegiada, ele foi um companheiro inesquecível.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
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Em eleição de chapa única, Baraúnas elege Eudes Machado como seu novo presidente, Além do empresário, praticamente toda a diretoria foi mudada; gestão vai até final de 2012
O Baraúnas está sob nova direção. Como já era esperado, o empresário e candidato único, Eudes Machado, assumiu a presidência do clube na manhã do domingo passado. A eleição foi realizada no Centro de Treinamento do clube, a Toca do Leão.
Participaram da comissão da mesa eleitoral o secretário jurídico Dr José Carlos Brito, e os abnegados do clube Josirene e Jaime Jr. Eudes obteve 152 intenções e nenhum voto nulo. Juntamente com ele, o vice-presidente Marco Maia, o diretor jurídico José Carlos Brito, e o diretor de Comunicação e Marketing Carlos Guerra Júnior, juntaram-se para formar a nova direção do clube.
“É uma honra assumir o posto máximo do clube do meu coração. Sempre estive ao lado do Baraúnas, como parceiro direto ou indireto. Mas agora a missão é mais difícil e honrosa. Sempre tive esse sonho de ser presidente e me preparei para esse momento”, disse Eudes.
Em relação aos objetivos da equipe no Campeonato Estadual do ano que vem, Eudes pediu calma, porém prometeu uma equipe competitiva. “Estou assumindo o clube agora. Vou analisar e ver o que o clube precisa investir no momento. Mas o torcedor pode ficar tranquilo, que o Baraúnas não vai se decepcionar no Campeonato Estadual. O trabalho será feito de forma séria e planejada. Vamos ouvir todos os membros da diretoria, mas as decisões finais serão minhas e do vice-presidente Marco Maia”, finalizou.
Eudes Machado assume o clube no lugar de João Dehon da Rocha, que presidiu o tricolor durante sete anos, com algumas interrupções para resolver assuntos particulares, mesmo motivo por qual se afasta mais uma vez agora do cargo. Dehon teria mais um ano à frente do Baraúnas, mas preferiu antecipar sua saída.
Desta forma, a gestão de Eudes fica caracterizada como um ‘mandato tampão’, já que ele entra na presidência para completar a missão assumida por João Dehon no final de 2009, e que deveria terminar somente nos últimos meses do próximo ano. Sendo assim, o novo mandatário ficará no cargo, inicialmente, até o término de 2012.
Uma das primeiras atitudes de Eudes em seu compromisso com o Baraúnas deve ser a escolha de um técnico para comandar a equipe no Campeonato Estadual do próximo ano. Wassil Mendes, que treinou o Leão do Oeste em 2004, chegou a ser comentado, mas o acerto por enquanto é negado pela nova diretoria.
Participaram da comissão da mesa eleitoral o secretário jurídico Dr José Carlos Brito, e os abnegados do clube Josirene e Jaime Jr. Eudes obteve 152 intenções e nenhum voto nulo. Juntamente com ele, o vice-presidente Marco Maia, o diretor jurídico José Carlos Brito, e o diretor de Comunicação e Marketing Carlos Guerra Júnior, juntaram-se para formar a nova direção do clube.
“É uma honra assumir o posto máximo do clube do meu coração. Sempre estive ao lado do Baraúnas, como parceiro direto ou indireto. Mas agora a missão é mais difícil e honrosa. Sempre tive esse sonho de ser presidente e me preparei para esse momento”, disse Eudes.
Em relação aos objetivos da equipe no Campeonato Estadual do ano que vem, Eudes pediu calma, porém prometeu uma equipe competitiva. “Estou assumindo o clube agora. Vou analisar e ver o que o clube precisa investir no momento. Mas o torcedor pode ficar tranquilo, que o Baraúnas não vai se decepcionar no Campeonato Estadual. O trabalho será feito de forma séria e planejada. Vamos ouvir todos os membros da diretoria, mas as decisões finais serão minhas e do vice-presidente Marco Maia”, finalizou.
Eudes Machado assume o clube no lugar de João Dehon da Rocha, que presidiu o tricolor durante sete anos, com algumas interrupções para resolver assuntos particulares, mesmo motivo por qual se afasta mais uma vez agora do cargo. Dehon teria mais um ano à frente do Baraúnas, mas preferiu antecipar sua saída.
Desta forma, a gestão de Eudes fica caracterizada como um ‘mandato tampão’, já que ele entra na presidência para completar a missão assumida por João Dehon no final de 2009, e que deveria terminar somente nos últimos meses do próximo ano. Sendo assim, o novo mandatário ficará no cargo, inicialmente, até o término de 2012.
Uma das primeiras atitudes de Eudes em seu compromisso com o Baraúnas deve ser a escolha de um técnico para comandar a equipe no Campeonato Estadual do próximo ano. Wassil Mendes, que treinou o Leão do Oeste em 2004, chegou a ser comentado, mas o acerto por enquanto é negado pela nova diretoria.
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